As casas modernas estão a repensar cada centímetro do espaço doméstico e o bidé, antes presença quase obrigatória, tem vindo a perder terreno. A tendência que ganha força junta elegância, conforto e tecnologia, sem sacrificar a rotina de higiene.
Breve nota: ao longo do texto, a história de Dona Amália — uma figura imaginária que representa muitas famílias portuguesas — serve de fio condutor para ilustrar decisões de design, memórias de cozinha e escolhas práticas na renovação da casa de banho.
O bidé já não é comum nas casas modernas: por que motivo esta peça desaparece
Durante décadas, o bidé foi símbolo de higiene nas casas portuguesas, quase sempre instalado ao lado da sanita. Hoje, as plantas mais compactas e a procura por um visual minimalista levam arquitetos a repensar essa obrigação.
Além do espaço, legislações recentes tornaram opcional a instalação do bidé em novos apartamentos, o que libera projetos para priorizar roupeiros embutidos ou duches mais amplos. Em muitos casos, a decisão nasce também de hábitos que mudaram com o tempo — a tecnologia oferece alternativas que ocupam menos área útil.
Exemplo: na casa de Dona Amália, um pequeno apartamento lisboeta, o bidé cedeu lugar a um armário para toalhas e ao alargamento do espaço do duche, criando uma sensação de maior conforto e circulação.
Insight: o abandono do bidé passa por uma combinação de otimização de espaço, gostos estéticos contemporâneos e opções técnicas que mantêm a higiene sem peças extras.
Alternativas elegantes e tecnológicas ao bidé que conquistam as casas modernas
A tecnologia trouxe soluções que replicam ou melhoram a função do bidé, com menos impacto visual. As sanitas com lavagem integrada oferecem jatos ajustáveis, assento aquecido e controlo de temperatura, reunindo várias funções num único equipamento.
Outra opção popular é o chuveirinho higiênico lateral, fácil de instalar e extremamente compacto. É uma escolha prática para casas pequenas e, muitas vezes, a solução preferida por quem quer manter a higiene sem obras complexas.
Há também tampas com tecnologia avançada que proporcionam limpeza automática e ajustes pessoais de pressão e temperatura.
Exemplo prático: após a instalação de uma sanita washlet, a família de um T0 no Porto percebeu que um único equipamento resolvia necessidades de higiene e evitava instalar uma peça dedicada que reduziria a área útil do banheiro.
Insight: as alternativas tecnológicas permitem conciliar conforto e estética minimalista, tornando o bidé tradicional cada vez menos necessário.
Como a otimização de espaço redefine o design da casa de banho em 2026
Em 2026, a prioridade é criar banheiros que sejam ao mesmo tempo práticos e acolhedores. Renovações recentes mostram preferência por armários embutidos, duches generosos e materiais que trazem memória sensorial — azulejos que lembram as cozinhas antigas e o aroma de café a ferver na casa de família.
O estúdio local que acompanhou a obra de Dona Amália optou por integrar soluções que valorizam a circulação e a luz natural. Ao remover o bidé, surgiu espaço para um roupeiro discreto e um duche com assento, útil para quem gosta de tomar banho relaxante após um dia de grelhados e petiscos.
Transformações assim também permitem incorporar elementos naturais, como plantas e madeira tratada, que aquecem o ambiente e conectam o banheiro com a tradição doméstica portuguesa.
Insight: a eliminação do bidé é muitas vezes a peça-chave que desencadeia uma reconfiguração do espaço, resultando num banheiro mais funcional e com personalidade.
Fatores a considerar antes de remover o bidé
A decisão de retirar o bidé deve ser ponderada com base nas rotinas e nas necessidades de cada família. Nem sempre a tendência minimalista é a melhor escolha para lares com idosos ou pessoas com mobilidade reduzida.
Antes de avançar, vale analisar a infraestrutura do imóvel e os custos de adaptação, especialmente se a opção escolhida for uma sanita com funções integradas que exige alterações elétricas ou hidráulicas.
- Uso real: avaliar se o bidé é usado diariamente ou apenas por tradição.
- Espaço disponível: medir o impacto na circulação e no conforto do ambiente.
- Alternativas tecnológicas: comparar custos, manutenção e benefícios de sanitas com lavagem integrada e chuveirinhos.
- Necessidades da família: considerar idosos, crianças e quem tem mobilidade reduzida.
- Infraestrutura e custos: verificar se a instalação de tecnologias integradas exige obras significativas.
Exemplo: num apartamento familiar em Faro, optar por manter um bidé adaptado ao nível de mobilidade de um avô acabou por ser mais prático do que substituir por tecnologia que exigiria obras dispendiosas.
Insight: a escolha correta nasce do equilíbrio entre praticidade, conforto e a realidade orçamental e física de cada lar.